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Um movimento, um organismo eclesial, será tanto mais fértil, frutuoso e fecundo na vida da Igreja quanto mais próximo ele permanecer de seu carisma original, de sua identidade.
A identidade de um seguimento, de um movimento, de uma graça, de uma nova expressão eclesial deve revelar em sua constituição aqueles (ou aquele!) elementos que traduzem a sua originalidade – a sua razão de ser. Não se trata, obviamente, de uma originalidade absoluta, mas, antes, de uma novidade relativa, que visa colocar em relevo algum aspecto da graça da salvação que Deus esteja querendo acentuar em determinado momento da história. A isso se deve a eleição, a vocação específica, o chamado propriamente dito para se colocar em marcha algum Seu propósito. |
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Ano Novo... O milagre da vida se renova, a graça de Deus sustenta o Universo, e a sua misericórdia continua a estender-se de geração em geração em favor dos filhos de sua predileção, os homens... O Deus de amor, por amor, nos chama à vida, para amar... O Senhor do tempo – que fora dele vive –, faz-nos participantes desta aventura fugaz, mas garantido-nos, pelo seu Filho que nos foi dado, uma vida imorredoura, fora do tempo e do espaço... A garantia disso? O penhor desta herança? Seu Espírito, que pela glorificação de Jesus, foi derramado em nossos corações e há de ressuscitar os nossos pobres corpos mortais...pois todo aquele que nele crê, vive eternamente... |
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Analisando as Escrituras, constatamos que desde os primeiros momentos da Revelação, Deus comunica aos homens sua intenção de nos enviar um Salvador, que, nascendo de uma virgem, libertaria o povo da escravidão do pecado. Mas, como se daria isto? Dizia a palavra: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e Entendimento, Espírito de Conselho e de Fortaleza, Espírito de Ciência e de Temor de Deus”. (Is 11, 1-2)
Também Maria, quando assustada com a notícia que lhe dava o Arcanjo Gabriel, de que seria a mãe do Redentor, pergunta: “Mas como se dará isso...?”... “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lc 1,34-35 a)... |
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Reinaldo Beserra dos Reis
“Quanto a nós, vosso povo, e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração, cantaremos os vossos louvores...” – Sl 79(78), 13 –
Diz a Palavra (cf. Ef 1, 11-14) que Deus nos escolheu em Jesus Cristo para servirmos à celebração de sua glória; e que, nele, fomos selados pelo Espírito Santo...Êle nos adquiriu para o louvor de sua glória... A Igreja – povo de Deus –, sempre contemplou – em sua liturgia, em seus ministérios, na música, e em toda a sua arte sacra –, a oração de louvor em suas múltiplas dimensões. |
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Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:
- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível; - e a partir de uma perspectiva que toma em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! –, mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!... O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo. Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. DeV,22)... |
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Presidente da RCC SP Reinaldo Beserra dos Reis escreve sobre o Jubileu dos 40 anos da RCC e o por que de chamar "Festa das Tendas". O número "40" evoca uma rica simbologia a partir do ponto de vista bíblico. Por dezenas de vezes, as Sagradas escrituras ligam o número "40"a algum fato importante da vida de alguns personagens de sua históra ou do povo escolhido por Deus para se revelar se dar a conhecer. Por exemplo: 40 dias durou o dilúvio sobre a terra nos tempos que descrevem Noé e sua arca( cf.Gn 7,4;8;6);40 dias durou o embalsamento de Jacó(Gn 50,3); por 40 anos Iahweh fez o povo de Israel andar errante pelo deserto(Nm 32,13), onde subsistiram tendo por alimento o maná (EX 16,35); por 40 anos Moisés permaneceu como fugitivo em Madiã(Ex2,12;3,1-2;At7,30), antes de ser estabelcido por Deus como o, libertador do povo de Israel; também por 40 dias e 40 noites esteve Moisés na montanha onde a Glória de Deus a ele se manifestava em uma nuvem(Ex 24,18); por 40 dias e 40 noites caminhou Elias, sustentado pela comida que lhe servira o anjo a caminho do Horeb(1Rs 19,8); por 40 dias e 40 noites permaneceu Jesus em jejum no deserto(Mt4,2; Lc4,2), e também por 40 dias permaneceu Ele em nosso meio após Sua ressurreição, antes de ascender aos céus(At1,3)... |
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