“A intercessão é um estilo de vida e, não de oração”, exorta Pe. Antonio José

A Casa de Retiros Sagrada Família, em Sorocaba (SP), acolhe neste fim de semana mais de 700 intercessores das 42 dioceses do estado de São Paulo. O Congresso Estadual do Ministério de Intercessão de São Paulo segue até este domingo (21/10). A primeira pregação é ministrada pelo Pe. Antonio José, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, com o tema “Intercessores moldados por Jesus Cristo”. Para ele, “a intercessão não é um estilo de oração, mas é um estilo de vida” dos intercessores”.

Segundo ele, o Espírito Santo (ES) não é despropositado, Ele habita no coração de alguém sempre com uma meta e uma tarefa a cumprir. “A grande meta do ES é vir talhando Jesus em nós, de tal maneira, que as pessoas vejam Jesus em nós. O grande trabalho do ES é nos moldar para que nos tornemos mais parecidos com Jesus. E Cristo teve um estilo de vida intercessor”, relata.

Padre Antonio José revela que “o que fez Jesus descer do céu e se tornar nosso irmão foi seu Amor Intercessor, amor intercessor de quem quer ser ponte entre outra pessoa e Deus. Um amor que se transforma em ponte entre o coração de Deus e o de quem está aqui do nosso lado. A expressão do meu ministério deve ser a expressão do que Jesus faz no céu. O Espírito Santo une o nosso coração ao de Jesus, derramando em nós o que existe no coração de Jesus”.

Mas para ser moldado, para ser este instrumento, é necessário abrir mão das resistências para expressar Jesus, ensina. “O instrumento que o ES usa para nos talhar se chama CRUZ DE CADA DIA. Se acreditarmos que Ele quer nos moldar, sabemos que Ele vai tirar o excesso de Eu que temos. Nossa tarefa não é entender tudo, é confiar! Os intercessores são pessoas que estão sendo constantemente sendo moldadas por Ele, o que é de mais precioso é que Deus esta fazendo em você, moldando seu coração ao d’Ele”, exorta.

De acordo com o pregador ainda, o intercessor precisa ter duas características de Jesus: “É esquecido de si mesmo” e tem “o olhar de Jesus intercessor”. Para falar da primeira característica, o sacerdote recorda o que o Papa Francisco disse aos Bispos em um encontro durante a JMJ 2013, no Rio de Janeiro, recomendando-os que “não tenham mentalidade de príncipes, mas de servos”. Ele conta que “um servo está ali para servir e cuidar de todos. Está para ser resposta de Deus na vida de alguém. Somos os garçons, nossa tarefa é preparar o ambiente. Nosso papel é servir o banquete e deixar que eles matem a fome do coração dessa gente. Um servo está atento ao outro, por isso é esquecido de si mesmo; tem compaixão pelo outro. A compaixão é natural de Cristo, não de nós (nossa natureza é pensar primeiro EU). O ES aos poucos vai imprimindo em nós a natureza de Jesus, nos fazendo olhar mais para o outro”.

Sobre a segunda característica, continua Pe. Antonio José, “o intercessor é aquele que olha e vê o que ninguém mais está vendo e olhando e, ele transforma isto em oração. Um intercessor é alguém que tem o coração compassivo. É impossível olhar para o outro sem compaixão. O intercessor não pode ter palavras de desânimo, olhares de desânimos. O intercessor desfralda uma bandeira de esperança! A oração é encontro com Deus; confronto com a resistência do inimigo. É viver debaixo do Senhorio de Jesus, cada um com os dons que Ele nos deu. Esse trabalho renova a nossa alma”.

O sacerdote concluiu a pregação com um momento de oração.

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Foto: MCS/RCC-SP

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