“O dom que o Senhor nos deu é para doar ao outro e doar tudo”, disse Lucimar

No último fim de semana, nos dias 4 e 5 de junho, aconteceu em Itapetininga (SP) o Congresso Diocesano da RCC para servos. Realizado na Casa de Retiros Betânia, o encontro foi ministrado pela presidente do Conselho Estadual da RCC São Paulo, Lucimar Maziero e pelo secretário geral da RCC-SP, Marcelo Marangon. A primeira esteve durante todo o sábado no retiro e o segundo, no domingo.

CongressoDiocesanoRCC2016_fotoArianaAyres (57)Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo

Em sua primeira pregação, Lucimar falou sobre a importância do anúncio do Cordeiro de Deus nos grupos de oração e de dar testemunho de que somos salvos por Ele. “Não podemos esquecer que Jesus é nosso auxílio, é um dom. Se tenho consciência de que meu ministério é minha “enxada” para trabalhar, tudo que faço deve ter um tom de consagração, ou seja, devo fazê-lo porque quero ver a Cristo naquilo que exerço neste ministério”, reforçou. Conforme ela, devemos “nos apropriar do sangue do Cordeiro” pois, Deus nos deu seu Filho por inteiro, todo sangue e toda água jorraram de seu coração aberto, por isso, “o Senhor nos deu um dom para doarmos para o outro e doar TUDO”.

Tocados pelo Senhor

A presidente do Conselho abordou a moção dada à presidente do Conselho Nacional da RCC, Kátia Zavaris e divulgada no Encontro Nacional de Formação (ENF) em janeiro deste ano. Traçando um paralelo entre a profecia e a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8, 1 – 4), Lucimar questionou os servos se “não estamos retirando pessoas e colocando-as em aldeias distantes”. Ao se referir à passagem, ela disse que “nossa vida precisa ser um tapete por onde os irmãos passam para chegar até Jesus”, ou seja, devemos ser sinais que indicam como encontra-Lo.

CongressoDiocesanoRCC2016_fotoArianaAyres (76)Contudo, para ser um verdadeiro sinal, Lucimar apontou de que maneira devemos “tocar o povo”: “olhar como Jesus olha. O olhar revela a alma da pessoa; tocar as lepras dos irmãos sem medo; acolher os excluídos e exercitar os carismas. O Senhor quer atualizar o seu toque de amor em nós!”. A pregação foi encerrada com um momento de cura diante do Santíssimo Sacramento. Momentos este que o Senhor tocou e abraçou a todos os servos.

Sede Santos em todas as vossas ações

A terceira e última pregação de Lucimar ainda no sábado (4/06) exortou os carismáticos a viver uma verdadeira conversão. Com a leitura da passagem da carta aos Colossenses (Cl 3, 12), ela destacou que o apóstolo Paulo dizia aos discípulos para “viverem como eleitos de Deus, santos e incorruptos” e que isto significa “viver de forma digna a vocação à santidade a que foram chamados”.

Citando Frei Raniero Cantalamessa ao afirmar que “se pode viver a santidade sem exercer o carisma, mas não se pode exercer o carisma sem viver a santidade”, ela frisou que, “o que nos leva ao céu não são os dons que recebemos, mas a santidade que vivemos aqui [na Terra]”. “O Brasil não precisa de discursos de santidade, precisa de santos!”, finalizou.

CongressoDiocesanoRCC2016_fotoArianaAyres (136)Sopro da Vida

No domingo pela manhã, Marcelo Marangon nos mostrou como encontrar o Senhor. “Ele norteia nosso caminho por meio da Palavra de Deus que deve ser para nós como uma bússola. Neste instrumento, o azimuti só indica o norte, uma única direção. A Palavra é que nos norteia!”, revelou. Segundo ele, existem muitas maneiras de encontrar o sopro do Espírito Santo. Ao percorrer todo caminho que os servos passam para ter uma experiência genuína com o Espirito, Marcelo pontuou que nos grupos de oração “não pode faltar o terço e o clamor à Maria nem o Batismo no Espírito Santo, pois este [último] é uma via de salvação, isso é RCC”.

Em um segundo momento pela manhã, Marangon conduziu uma oração por cura e libertação dos votos secretos.

Hoje é o dia do meu grupo de oração

CongressoDiocesanoRCC2016_fotoArianaAyres (190)Última explanação do Congresso, o tema ministrado pelo coordenador diocesano da RCC de Itapetininga, Nelson Correa Júnior, foi uma reflexão sobre a vivência no grupo de oração. Além de orientações sobre como os grupos devem realizar suas atividades e sobre alguns erros cometidos, Nelson motivou os servos a “pagar o preço” por nossa vocação. “Se começar a pagar o preço, orando, jejuando, [etc], não vamos ter igrejas suficientes para tanta gente nos grupos de oração!”, exclamou.

Para o coordenador, “a RCC está fazendo a diferença e muitos virão através de seu testemunho [de vida]”.

 

Texto e Fotos: RCC Diocese de Itapetininga/Ariana Ayres.

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